Afinal, o que é a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados, segue a tendência global de fornecer maiores direitos aos indivíduos sobre seus dados pessoais. Isto é realizado através da regulamentação da forma como as pessoas físicas e jurídicas coletam e processam os dados, direta ou indiretamente, identificáveis de pessoas naturais (artigo primeiro da lei). Esta lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada em território nacional, tratamento que tenha por objetivo a oferta ou fornecimento de bens ou serviços para indivíduos localizados no território brasileiro ou tratamento de dados que foram coletados no território nacional (artigo terceiro). 

A lei categoriza ainda, quais dados pessoais são considerados sensíveis, como: opinião política, dado genético ou biométrico, dentre outros (artigo quinto). No total são fornecidas dez bases legais para o tratamento de dados pessoais (artigo sétimo). As quatros bases mais comuns são:  

Mediante o fornecimento de consentimento pelo titular

Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador

Quando necessário para execução de contrato

Quando houver legítimo interesse pelo controlador ou terceiros

Titular, controlador, operador e encarregado de dados 

Segundo a LGPD, o titular dos dados é quem detém os dados em si. Por exemplo, o RG de uma pessoa pertence tão somente a ela (artigo quinto). 

O controlador dos dados é o responsável pela tomada de decisões sobre o tratamento de dados pessoais. Ele deverá ainda, elaborar relatório de impacto à proteção de dados pessoais, caso requisitado pela autoridade nacional (artigo trigésimo sétimo e trigésimo oitavo).  

O operador realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador. O tratamento deverá ser realizado conforme instruções fornecidas pelo controlador (artigo trigésimo nono). 

O encarregado de dados é a pessoa indicada pelo controlador e operador para canalizar a comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Por exemplo, ele deverá aceitar reclamações e comunicações, prestar esclarecimentos e adotar providências, conforme necessário (artigo quadragésimo primeiro).

Sanções Administrativas: quais são?

Tanto o controlador quanto o operador estão suscetíveis às sanções administrativas em caso de infrações cometidas às normas previstas na lei. São elas: 

  • Advertência, com prazo para adoção de medidas corretivas;
  • Multa simples de até 2% do faturamento, respeitando o limite de R$ 50 milhões;
  • Publicização da infração após devido apuramento;
  • Bloqueio dos dados pessoais referentes a infração;
  • Eliminação dos dados pessoais referentes a infração;
  • Suspenção parcial do funcionamento do banco de dados por até 6 meses, prorrogável pelo mesmo período;
  • Suspenção do exercício de atividades de tratamento dos dados pessoais por até 6 meses, prorrogável pelo mesmo período;
  • Proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados. 

Sanções Administrativas: como ameniza-las 

Existem alguns fatores que serão considerados para amenizar as sanções aplicadas, como: 

  • A boa-fé do infrator; 
    A vantagem obtida ou pretendida pelo infrator;
  • A condição econômica do infrator;
  • A reincidência; 
  • O grau do dano;
  • A cooperação do infrator;
  • A adoção contínua e demonstrada de mecanismos e procedimentos internos capazes de minimizar o dano, voltados ao tratamento seguro e adequado de dados; 
  • A adoção de política de boas práticas e governança; 
  • A pronta adoção de medidas corretivas; 
  • A proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção. 

Problema de mercado

A LGPD já está em vigor, porém as empresas ainda não sabem exatamente como se adequar a mesma. Embora haja vários artigos sobre o tema, não há um caminho único para todas as empresas, o que pode causar muitas dúvidas e dificuldades, mas existem algumas estratégias gerais que poderão servir de guia para obter-se sucesso nessa jornada. 

Como Trabalhamos:

A Tecnews.NET possui uma abordagem prática e dinâmica para atender as diferentes necessidades de cada negócio. Para tal, utilizamos um framework próprio onde unimos três especialidades distintas, com o intuito de preencher cada lacuna dessa jornada. As três áreas são: Tecnologia da Informação, Jurídico e Negócio. Com a junção do conhecimento destes pilares fundamentais, a conformidade (compliance) com a nova lei poderá ser obtida de forma concreta. Veja a seguir alguns exemplos do que cada área entregará: 

T.I.

Antivírus, Firewall, Gestão de acessos, DLP, Anti-Spam,  Gestão de Vulnerabilidade

Jurídico

Estudo de impacto jurídico no setor de atuação, Gestão de contratos, Enquadramento do tratamento dos dados nas bases legais.

Negócio

Mapeamento de fluxo de dados internos e externos (fornecedores), Otimização de processo de tratamento de dados, Gestão de consentimento. 

DPO

DPO, pois o mesmo será responsável também pela interoperabilidade das áreas envolvidas. Caso não saiba as atribuições de um DPO, confira mais neste artigo

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