Avanço do novo Coronavírus provoca onda global de golpes digitais. Como se proteger, diante a este novo cenário?

Recentemente o artigo publicado por Bruno Capelas, ao jornal O Estado de S. Paulo, foi levantada a questão do aumento de ataques virtuais durante o período de quarentena que o mundo vem enfrentando.

Foi concedida ao jornalista uma entrevista com um dos principais nomes do mundo quando o assunto é cibersegurança, que é Eugene Kaspersky, dono da empresa de cibersegurança Kaspersky Lab.

O russo diz observar um aumento muito alto de ataques cibernéticos e que a segurança virtual retornará ao normal apenas em “futuro próximo”. Isso traz uma grande preocupação as pessoas de modo geral, visto que por conta do isolamento social, a principal ferramenta de trabalho se tornou os equipamentos digitais.

Eugene também fala que desde o início do teletrabalho sua empresa de segurança, a Kaspersky, tem observado a atividade de cibercriminosos aumentar em torno de 10% mundialmente, por conta de muitos dados passarem pela internet. Além disso, numa época tão vulnerável em que estamos passando e mudanças bruscas de cenário mundial, a falta de informação favorece muito os golpes que vem ocorrendo.

Conforme consta no artigo publicado pelo jornal, o russo de 54 anos é “formado em uma escola da antiga KGB, a polícia secreta da União Soviética e ele tem mais de três décadas dedicadas a defender ameaças virtuais. Mais que isso, foi um dos primeiros especialistas a propor a existência do conceito de ciberguerras, com ataques online à infraestrutura crítica de países. Também ajudou a desbaratinar grupos supostamente ligados à agência de segurança americana NSA e que praticavam espionagem em países do Oriente Médio. Agora, além de estar preocupado com o vírus da covid-19, ele também teme ataques a hospitais – algo que, na visão dele, pode ser chamado de ciberterrorismo”.

Diante a essa nova perspectiva mundial, como nos proteger? Nesta matéria, Kaspersky abordou um pouco de como as pessoas e empresas podem se proteger num momento como este e sobre uso de ferramentas em prol ao combate do covid-19. Veja alguns trechos destacados da entrevista e de que modo podemos nos prevenir:

  • A pandemia do coronavírus está reconfigurando o mundo de muitas formas. Por conta disso, os cibercriminosos têm enviado muitos e-mails de phishing contra empresas, citando possíveis problemas em entregas de encomendas, cobranças indevidas ou outras dificuldades de que uma empresa possa ter. Também foram identificadas vacinas ou mensagens supostamente da OMS. O objetivo sempre é fazer que a pessoa abra anexos maliciosos. O russo afirma que esse tipo de ataque aumentou 43% entre janeiro e março de 2020.
  • Outro trecho a se destacar é quando o jornalista o questionou se haverá um “novo normal” na cibersegurança. Eugene diz que não. Não é a primeira pandemia em que o mundo enfrenta. Coincidentemente, parece que ocorre uma enfermidade epidêmica a cada 50 anos e o mundo sobrevive e segue em frente. Então ele crê de que a mesma coisa acontecerá agora. Como toda crise mundial, alguns hábitos serão mudados, mas não vê grandes efeitos na cibersegurança. Os cibercriminosos estão procurando sempre novas maneiras de roubar dinheiro, mas ele garante de que isso vai se normalizar com o tempo.
  • Kaspersky disse recentemente em outra entrevista de que hospitais estão sendo bastante visados em meio à pandemia. Por conta dessas instituições estarem sob forte pressão para garantir atendimento médico, eles podem não ter recursos suficientes para se proteger. Aqui, considere-se esse tipo de ataque como ciberterrorismo, visto que essa situação coloca em risco a vida e o bem estar das pessoas.
  • Por conta das pessoas estarem trabalhando mais de casa e pelo fato dos cibercriminosos estarem focados nisto, o conselho de Eugene Kaspersky é de que “as empresas precisam fornecer proteção para suas equipes. Para quem tiver meios, recomendo usar um provedor de VPN (rede privada) corporativa, implementar políticas de segurança corporativa e falar com suas áreas de conformidade com leis e regulamentações. Nesse caso, as empresas terão seus funcionários trabalhando em casa, mas dentro de um perímetro de segurança”. É o método utilizado por ele em sua empresa. Já para quem trabalha por conta própria ou para uma empresa pequena, uma boa solução de segurança e que passa a ser obrigatória é o uso de antivírus.
  • Uma pergunta feita pelo jornalista é de que muitas pessoas têm testado novos serviços por conta da quarentena. Eugene recomendou em não confiar plenamente em nenhum novo serviço, especialmente para uso corporativo. “Na fase de adaptação dos processos de negócios para a quarentena, empresas de todo o mundo tiveram que correr para configurar serviços de armazenamento em nuvem, videoconferência, mensagens instantâneas e compartilhamento de arquivos. E, muitas vezes, este trabalho se importa pouco com a segurança desses serviços. Exemplos de tais violações têm aparecido diariamente nas notícias e as consequências podem ser muito mais graves do que o tempo e o esforço necessários para analisar os problemas de cibersegurança e a responsabilidade dessas novas ferramentas. O Zoom, por exemplo, tinha alguns sérios problemas de segurança, mas sei que estavam trabalhando para corrigi-los e adicionar algumas correções à arquitetura dos aplicativos. Espero que esteja mais seguro agora.”

O que podemos considerar diante ao exposto é a importância de se garantir um suporte especializado de TI, para identificar e atuar nos problemas de segurança, mantendo seus negócios operando com o menor impacto possível, mitigando ameaças e possíveis incidientes que possam ocorrer. O atendimento adequado e as tecnologias corretas são essenciais para assegurar a eficiência da continuidade dos negócios. Por essa razão, qualquer que seja o tamanho do setor que atua, é importante alinhar com uma empresa capacitada, como estruturar, implementar e manter uma linha de defesa eficaz, porém viável.

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