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O prejuízo de um ataque cibernético para uma empresa pode superar o da pandemia.

É fato que o impacto dos crimes cibernéticos na economia global atinge a casa de trilhões todos os anos. Os danos globais desse tipo de crime ganharam uma proporção ainda maior no momento em que o mundo inteiro estava focado em combater e minimizar a propagação do Covid-19: as organizações se viram obrigadas a introduzir novas tecnologias às pressas para impulsionar a inovação ou simplesmente garantir a continuidade de suas operações, muitos controles de segurança foram ignorados ou alterados e o fator humano passou a ser mais explorado como um elo fraco nas defesas cibernéticas.

Essa adaptação forçada das empresas ao sistema de “home office” criou um contexto que potencializou vulnerabilidades, ameaças e ataques consumados de cibersegurança.  Circunstâncias que desencadearam uma tendência ascendente no cibercrime que culminou no inevitável aumento dos danos causados por ataques cibernéticos e revelou a iminência de uma pandemia cibernética global com capacidade de impacto econômico e de propagação maior do que um vírus biológico.

Basta pensarmos que quando o mundo inteiro recorreu à restrição de circulação das pessoas para achatar a curva de infecção por Covid-19, o retrocesso financeiro de muitas empresas só não foi maior porque o uso da internet permitiu a criação de novas estratégias de negociação e de comunicação comercial. Se essas mesmas organizações experimentassem um bloqueio cibernético, em um único dia elas perderiam sua capacidade de promover produtos e serviços, fornecer suporte ao cliente, compartilhar informações e fornecer treinamento aos funcionários. Some-se a isso a recuperação de sistemas que também costuma ser extremamente desafiadora e dispendiosa.

Em suma, essa maior dependência da infraestrutura digital que ficou tão evidente nos últimos 2 anos resume o quanto uma falha de segurança, por simples que seja, poderia superar os custos da pandemia quando falamos no bom funcionamento empresarial.

Custo de ataques cibernéticos versus custo de segurança cibernética

Já diz a expertise popular “vale mais prevenir que remediar “. Os problemas de segurança cibernética e o conjunto de ações para proteção de pessoas, sistemas e dispositivos contra ataques maliciosos têm algo em comum: custam dinheiro.

A diferença é que o preço do conjunto de ações que impede uma violação pode ser calculado antecipadamente, enquanto o custo exato da recuperação de uma violação não pode.

Somente em 2021 houve um aumento de 78% nas tentativas de fraudes contra sistemas corporativos. Segundo o prognóstico da Kaspersky, os sistemas corporativos são alvo de invasores cibernéticos principalmente com a intenção de interromper as operações e o fluxo de informações.

Como já foi dito, o cibercrime, que inclui desde roubo até invasão e destruição de dados, aumentou consideravelmente como resultado da pandemia do COVID-19, mas as táticas usadas pelos fraudadores são as mesmas testadas pelo tempo, como golpes online e phishing, malwares de coleta de dados, domínios maliciosos, engenharia social e outras. Os criminosos insistem nas mesmas táticas, porque sabem que os usuários dos sistemas corporativos costumam insistir nos mesmos erros.

Não existe uma solução taxativa para os problemas de segurança organizacional, mas algumas ações podem ajudar a reduzir o risco de violação de dados. Grande parte delas requer mudar hábitos e rotinas em nosso comportamento online e cabem em uma frase: seja extremamente vigilante na verificação.

  • Escolha senhas fortes e não as reutilize para vários logins. Em vez disso, use um gerenciador de senhas para armazenar senhas longas e exclusivas para cada site.
  • Instale softwares de segurança, como antivírus;
  • Use e abuse da autenticação em dois fatores;
  • Habilite uma Rede Privada Virtual (VPN) para manter os dados seguros entre o escritório e a casa.
  • Mantenha todos os softwares de segurança e sistemas operacionais atualizados.

Além dessas boas práticas online, para ajudar a manter altos níveis de segurança cibernética a Kaspersky recomenda o seguinte:

  • além de garantir ferramentas necessárias para trabalho remoto seguro, orientar os funcionários sobre com quem eles devem entrar em contato caso haja problemas de TI ou de segurança;
  • realizar treinamentos de conscientização de segurança para que os funcionários aprendam a reconhecer ciberataques;
  • garantir que todos os dispositivos, programas, aplicativos e serviços estejam nas versões mais recentes;
  • ter um programa de segurança de confiança em todos os dispositivos, principalmente os móveis, e ativar firewalls;
  • instalar dispositivos de segurança, como autenticação facial ou por biometria.

E o mais importante: quando se trata de cibersegurança a hora de preparar-se para o desconhecido e fortalecer os planos de respostas é – como sempre – ontem.

Referências: 

https://www.kaspersky.com.br/blog/panorama-ciberameacas-brasil-2021-pesquisa/18020/

https://www.cnnbrasil.com.br/business/risco-para-empresas-com-ataques-ciberneticos-supera-o-de-pandemia-diz-pesquisa/

https://www.istoedinheiro.com.br/cibercrimes-terao-impacto-de-mais-de-us-1-trilhao-na-economia-global-em-2020/

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